segunda-feira, 25 de julho de 2016

Uma nova realidade com a mudança de horário

Escola Municipal Dra. Maria do Carmo Vilaça
Geanderson Brito
Data: 21/07/2016

Hoje cheguei um pouco atrasado na escola, pois estou fazendo um curso pela manhã e geralmente o R.U está lotado não dá para almoçar no horário.

Por contas de compromisso na quinta-feira pela manhã tive que ir à escola no turno da tarde, uma novidade pra mim que sempre fui pelo turno da manhã.

Fui apresentado a turma pelo professor Ednaldo, e logo após a aula seguiu com a atividade de ditado rítmico alguns alunos em desespero porque estavam com conversando durante a atividade.

Outra atividade desenvolvida foi a classificação dos instrumentos, rir muito internamente com a disputa dos meninos para ver quem acertava mais instrumentos, tinha uns que falavam “deixa o outro tentar vei, só você que pode falar é”.

Em outra turma foi feito inicialmente apreciação musical e depois perguntas sobre as músicas apresentadas, outra atividade desenvolvida na turma do 1º ano foi para os alunos relacionarem e ligar a nota em destaque com a vizinha, tinha 3 opções de notas e uma era vizinha próxima, após concluir a atividade eles foram colorir a atividade em alguns espaços reservados para pintura.

Pela tarde achei muito complicado as condições da sala, sala abafada e turma acima de 30 alunos, os ventiladores distribuindo ar quente por todo espaço e os alunos reclamando algumas vezes do calor, fiquei com muita for de cabeça o que nunca me aconteceu pela manhã.

Outro fator que é importante relatar e que estava desestruturando a aula em alguns momentos foi a presença de alunos especiais sem o acompanhamento profissional adequado, infelizmente o município não oferece um profissional adequado para auxiliar o professor em sala, fica por conta das ADIS, que não foram formadas para atender essas demandas, são profissionais de nível médio distribuídos pela prefeitura as unidades de ensino.


Com toda agitação dos meninos a voz do professor Ednaldo estava desfiando a cada minuto mediante as repetitivas reclamações e tentar falar em um tom de voz alto para que toda sala escute, além disso a voz dele quase sumiu completamente ao tentar controlar dois alunos do 1º ano que estavam desestruturando a sala, onde um dos alunos chegou a empurrar ele afrontando-o. Ao controlar e separar os dois alunos dos demais a aula voltou a fluir com tranquilidade, mas podemos ver claramente o quanto a falta de educação doméstica, influencia no aprendizado, respeito ao professor, aos alunos e na desestruturação do ambiente escolar.    

Nenhum comentário:

Postar um comentário