quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Dois amigos familiares...

Escola Municipal do Uruguai.
Danilo Marins.
27/10/2015

Iniciamos agora (apesar de já trabalharmos com essas temáticas, mas de uma maneira menos específica) atividades voltadas para as culturas indígena e africana. O professor iniciou a aula falando um pouco da vinda dos negros para o Brasil, numa divertida história encenada por fantoches; o mestre Bimba e o índio Caramuru. Os dois personagens ao se encontrarem no Brasil, trocavam informações sobre suas culturas, interagindo com o conhecimento das crianças, sobretudo no que se refere aos instrumentos musicais que eles já conheceram em sala de aula. Num segundo momento os alunos puderam reproduzir a história onde os personagens foram transportados para a nossa atual cidade de Salvador, acompanhando músicas dos blocos afros. Canções essas que foram anexadas as pastas que contém o material de estudos deles.

Com as turmas do 5º ano, trabalhamos través da percussão corporal o samba reggae, dividindo a turma em três grupos, onde o primeiro Fez as três primeiras notas da principal célula rítmica do gênero com palmas, o segundo grupo as duas últimas notas batendo as palmas da mão nas coxas e o terceiro grupo batendo os pés produzindo o som das duas últimas batidas do surdo. Trabalhamos a princípio as canções “Protesto” Olodum, e “Alfabeto do Negão” da branda reflexos. Nessa última iniciamos uma coreografia improvisada onde na primeira parte eles cantam acompanhando em LIBRAS e na segunda parte batendo palmas de acordo com a letra da música.

Percebi mais do que nunca nessa aula que envolver as crianças é a alma do negócio para o professor, pois a agitação das turminhas as vezes interrompe a atividade sem chances de retorno, tendo que recorrer ao relaxamento como em duas turmas, o professor optou por tocar um pouco de flauta para eles ouvirem em silêncio, o que ameniza a situação. Acho interessante sempre tentarmos detectar a causa desses conflitos para poder agir antes que eles atrapalhem a aula. Com certeza e não é novidade; uma das grandes missões da prática docente.

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