Escola Municipal do Uruguai.
Danilo Marins.
27/10/2015
Iniciamos agora (apesar de já trabalharmos com essas temáticas,
mas de uma maneira menos específica) atividades voltadas para as culturas
indígena e africana. O professor iniciou a aula falando um pouco da vinda dos
negros para o Brasil, numa divertida história encenada por fantoches; o mestre
Bimba e o índio Caramuru. Os dois personagens ao se encontrarem no Brasil,
trocavam informações sobre suas culturas, interagindo com o conhecimento das
crianças, sobretudo no que se refere aos instrumentos musicais que eles já
conheceram em sala de aula. Num segundo momento os alunos puderam reproduzir a história
onde os personagens foram transportados para a nossa atual cidade de Salvador,
acompanhando músicas dos blocos afros. Canções essas que foram anexadas as pastas
que contém o material de estudos deles.
Com as turmas do 5º ano, trabalhamos través da percussão
corporal o samba reggae, dividindo a turma em três grupos, onde o primeiro Fez
as três primeiras notas da principal célula rítmica do gênero com palmas, o
segundo grupo as duas últimas notas batendo as palmas da mão nas coxas e o
terceiro grupo batendo os pés produzindo o som das duas últimas batidas do
surdo. Trabalhamos a princípio as canções “Protesto” Olodum, e “Alfabeto do
Negão” da branda reflexos. Nessa última iniciamos uma coreografia improvisada
onde na primeira parte eles cantam acompanhando em LIBRAS e na segunda parte
batendo palmas de acordo com a letra da música.
Percebi mais do que nunca nessa aula que envolver as
crianças é a alma do negócio para o professor, pois a agitação das turminhas as
vezes interrompe a atividade sem chances de retorno, tendo que recorrer ao relaxamento
como em duas turmas, o professor optou por tocar um pouco de flauta para eles
ouvirem em silêncio, o que ameniza a situação. Acho interessante sempre
tentarmos detectar a causa desses conflitos para poder agir antes que eles atrapalhem
a aula. Com certeza e não é novidade; uma das grandes missões da prática
docente.
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