Escola:
Padre José de Anchieta
Data: 03/11
Por Caíque
Veloso
Frases
rítmicas
Ontem a aula
de música já começou em ritmo de ensaio com uma parte da turma enquanto a outra
parte estava executando solfejo rítmico comigo. Eu já cheguei ao quadro
desenhando uma semínima e duas colcheias e ai denominei que em cada semínima a
gente ia cantar a sílaba TÁ e em cada colcheia TI. Então desenhei ainda sem
falar de compasso, de formula de compasso e muito menos o nome das figuras e
etc. Esses nomes eu disse depois quando chamei os alguns alunos para criar uma
frase rítmica no quadro somente utilizando essas duas figuras musicais. Percebi
que essa turma do 5º ano estava um pouco desanimada, mas eu insistia no assunto
mesmo assim e tentava revigorá-la com palavras de ânimo e ai alguns alunos se
despertavam do feriado. A professora marcou a pulsação utilizando um surdo para
que os alunos cantassem as figuras na mesma estabelecida por ela,
primeiramente, eu marquei a pulsação na mesa, mas no instrumento musical ficou
muito melhor. Eu criei vários modelos de frase com essas duas figuras e incentivava
o tempo inteiro os alunos a abusarem de sua criatividade com as mesmas.
Depois de executar essas frases rítmicas fui
dizendo aos alunos o que era cada parte da figura, explicando o conceito de
compasso e sua utilidade e também falei sobre duração e andamento. Os alunos
vão aprendendo a ler partitura sem saber que estão aprendendo a ler e o pior é
que ninguém nem sente mesmo. Eu aprendi a aplicar desta forma este conteúdo que
faz parte de notação musical quando observei as aulas da professora Verônica
Ribeiro com seus educando no bairro do Alto das Pombas. E fiz exatamente da mesma forma que ela faz lá
e deu muito certo. O legal é que você pode tornar ainda mais rica a sua frase
utilizando outras figuras e é isso que pretendo aplicar na semana que vem introduzindo
a semibreve e a mínima.
Sem dúvida a partitura é um meio de comunicação
indispensável entre os músicos, no entanto, sabemos que ninguém precisa
aprender a ler partitura para ser músico e até porque, o ensino de música na
escola também não se restringe só a esse aprendizado, mas não podemos descartar
essa possibilidade, afinal, são conteúdos de música também. Para que o trabalho
de educação musical seja eficaz, o educador musical precisa alcançar esta
compreensão da música enquanto linguagem para que ele possa estar de fato, apto
a ensiná-la a seus educandos e utilizar-se das modalidades do fazer musical. De
acordo com (COUTO; SANTOS, 2009 p. 112) quando cita (FRANÇA; SWANWICK, 2002, P.
26), essas modalidades do fazer musical são conhecidas como execução, onde se
faz música através da execução instrumental e/ou vocal; da apreciação, que é a
modalidade na qual a pessoa ouve música de maneira crítica e participativa; e
também da composição, que implica na criação musical através da manipulação dos
elementos da música.
Com a turma
do 3º ano apliquei também a mesma proposta de leitura com as mesmas figuras de
valor e percebi que eles pegaram muito mais rápido do que a primeira turma e
solfejaram com muita precisão rítmica. O legal é ver a quantidade de alunos que
querem mostrar que entenderam e quando eu pergunto quem quer vir ao quadro? E de
repente uma boa parte levanta o braço respondendo que sim, eu fico muito feliz
e satisfeito, pois é um sinal que a turma se interessou pelo assunto.
Na última
turma do 4º ano minha função é orientar os meninos que estão tocando e
acompanhando o coral de Marisa. Confesso que fiquei maravilhado quando vi os
alunos ensaiando a coreografia que o Sidney passou e todos cantando lindamente
a canção que será apresentada.
Os meninos estão tocando muito bem, porém,
precisam de uma pessoa do lado para que não atropelem a voz tocando forte
demais e para que não acelerem o andamento.


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