quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Frases rítmicas

Escola: Padre José de Anchieta
Data: 03/11
Por Caíque Veloso


Frases rítmicas

Ontem a aula de música já começou em ritmo de ensaio com uma parte da turma enquanto a outra parte estava executando solfejo rítmico comigo. Eu já cheguei ao quadro desenhando uma semínima e duas colcheias e ai denominei que em cada semínima a gente ia cantar a sílaba TÁ e em cada colcheia TI. Então desenhei ainda sem falar de compasso, de formula de compasso e muito menos o nome das figuras e etc. Esses nomes eu disse depois quando chamei os alguns alunos para criar uma frase rítmica no quadro somente utilizando essas duas figuras musicais. Percebi que essa turma do 5º ano estava um pouco desanimada, mas eu insistia no assunto mesmo assim e tentava revigorá-la com palavras de ânimo e ai alguns alunos se despertavam do feriado. A professora marcou a pulsação utilizando um surdo para que os alunos cantassem as figuras na mesma estabelecida por ela, primeiramente, eu marquei a pulsação na mesa, mas no instrumento musical ficou muito melhor. Eu criei vários modelos de frase com essas duas figuras e incentivava o tempo inteiro os alunos a abusarem de sua criatividade com as mesmas.  

Depois de executar essas frases rítmicas fui dizendo aos alunos o que era cada parte da figura, explicando o conceito de compasso e sua utilidade e também falei sobre duração e andamento. Os alunos vão aprendendo a ler partitura sem saber que estão aprendendo a ler e o pior é que ninguém nem sente mesmo. Eu aprendi a aplicar desta forma este conteúdo que faz parte de notação musical quando observei as aulas da professora Verônica Ribeiro com seus educando no bairro do Alto das Pombas.  E fiz exatamente da mesma forma que ela faz lá e deu muito certo. O legal é que você pode tornar ainda mais rica a sua frase utilizando outras figuras e é isso que pretendo aplicar na semana que vem introduzindo a semibreve e a mínima. 

Sem dúvida a partitura é um meio de comunicação indispensável entre os músicos, no entanto, sabemos que ninguém precisa aprender a ler partitura para ser músico e até porque, o ensino de música na escola também não se restringe só a esse aprendizado, mas não podemos descartar essa possibilidade, afinal, são conteúdos de música também. Para que o trabalho de educação musical seja eficaz, o educador musical precisa alcançar esta compreensão da música enquanto linguagem para que ele possa estar de fato, apto a ensiná-la a seus educandos e utilizar-se das modalidades do fazer musical. De acordo com (COUTO; SANTOS, 2009 p. 112) quando cita (FRANÇA; SWANWICK, 2002, P. 26), essas modalidades do fazer musical são conhecidas como execução, onde se faz música através da execução instrumental e/ou vocal; da apreciação, que é a modalidade na qual a pessoa ouve música de maneira crítica e participativa; e também da composição, que implica na criação musical através da manipulação dos elementos da música.

Com a turma do 3º ano apliquei também a mesma proposta de leitura com as mesmas figuras de valor e percebi que eles pegaram muito mais rápido do que a primeira turma e solfejaram com muita precisão rítmica. O legal é ver a quantidade de alunos que querem mostrar que entenderam e quando eu pergunto quem quer vir ao quadro? E de repente uma boa parte levanta o braço respondendo que sim, eu fico muito feliz e satisfeito, pois é um sinal que a turma se interessou pelo assunto.

Na última turma do 4º ano minha função é orientar os meninos que estão tocando e acompanhando o coral de Marisa. Confesso que fiquei maravilhado quando vi os alunos ensaiando a coreografia que o Sidney passou e todos cantando lindamente a canção que será apresentada. 

Os meninos estão tocando muito bem, porém, precisam de uma pessoa do lado para que não atropelem a voz tocando forte demais e para que não acelerem o andamento.





Os meninos que estão acompanhando o coral

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