Escola Municipal Maria do Carmo Vilaça
Bolsista: Jonatan Silva de Oliveira
18 de Abril de 2016
Hoje é meu primeiro dia de aula do PIBID na Escola Municipal Maria do Carmo Vilaça que fica no bairro de Cajazeiras.
Bolsista: Jonatan Silva de Oliveira
18 de Abril de 2016
Hoje é meu primeiro dia de aula do PIBID na Escola Municipal Maria do Carmo Vilaça que fica no bairro de Cajazeiras.
Algo muito interessante para mim é começar esse trabalho em
Cajazeiras, bairro cidade, como por muitas pessoas é conhecido., porque é um,
bairro bem distante do centro e que é habitado por grande parte da população
soteropolitana. Esse bairro que já foi parte de um quilombo, o Quilombo Buraco
do Tatu.
Esse é o meu segundo ano no PIBID, ano de muitos
aprendizados e mudanças. A escola que eu participei no ano passado foi a Escola
Municipal Almerinda Costa, no Uruguai. Logo, algo que ficou bem nítido em meu
trabalho de hoje foi a comparação, muitas vezes não intencional. Portanto,
verificara-se nesse meu primeiro diário da Escola uma visão comparativa forte,
mas não limitando-me a isso.
Cheguei na Escola 14h, com o colega bolsista Alaim, sendo
que a aula começa 13h. Esse atraso foi devido a dificuldade que é se deslocar
do Canela para Cajazeiras 7, lembrando que saio da aula na UFBA 11:30h, tenho
30 minutos de almoço e ir pra Estação da Lapa para de lá pegar outro ônibus que
me leve para a escola.
Ao chegar, percebi a turma bem curiosa com a minha chegada e
ao mesmo tempo bem receptiva. A turma foi o 4º ano B, vespertino.
Apresentei-me rapidamente, de cara percebi que tem uma
menina bem faladeira, o que não trato como algo negativo, apesar de atrapalhar
a dinâmica da aula, mas talvez seja algo positivo no sentido que podemos encontrar
formas de canalizar essa energia para a maior construção da aula, talvez a
tornando uma liderança na turma e transferindo algumas responsabilidades para
que ela represente a turma, de modo democrático, é claro, com diálogos
coletivos, porque a liderança cabe também os ouvidos e isso talvez seja o
desafio dessa “canalização” que deve ser pensada com muita atenção.
O professor Ednaldo fazia a canção Semente do Amanhã,
composta por Erasmo Carlos e
interpretada, nessa versão, acredito, por Gonzaguinha. As crianças cantaram lindamente, uma canção
também linda que fala de esperança, de um olhar para frente do tempo, de luta a
cada dia de Sol, de fazer no agora o que será, o que é muito importante,
lembrando de valores humanos importantes de serem refletidos, principalmente em
canções. No final da canção, Ednaldo fez uma divisão de partes onde meninos
cantavam primeiro o refrão e depois as meninas cantavam o mesmo refrão, isso
foi interessante que deu pra captar mais ou menos como se comportavam as vozes.
Percebi que os meninos cantavam mais focados e as meninas ouvi muitos gritos, o
que pode ser trabalhado com o tempo.
Sentei-me no fundo da turma, ao lado da menina que mais fala
na turma, a mesma que pensei uma possível liderança. Ela começou a me fazer
perguntas, mas, ao contrários da Almerinda Costa que eram perguntas sobre o meu
cabelo, meu bigode, foram perguntas sobre o que eu gosto de ouvir, musicalmente
falando, onde eu moro, se eu gosto de sambar. Nessas perguntas, que teve a
ajuda de uma coleguinha ao lado dela, eu respondi sobre o gostar de samba: “gosto
de sambar sim”. Elas perguntaram se eu ia ensinar a sambar também, eu falei que
poderia ver isso ao longo do processo, já que está previsto da gente fazer
samba de roda. Ainda perguntei para elas se elas topariam dançar também, elas
toparam, o que me deixou bem empolgado e pensativo do potencial de criarmos um
processo de samba de roda bem completo, com roda, música, dança e vestimentas.
A aula finalizou-se com as crianças copiando e discutindo um
pouco sobre a Campanha de Valores Humanos, encaminhada pelas palavrinhas
mágicas:
· - Por favor
· -Obrigado
· - Com licença
· - Desculpe
· - Posso ajudar?
A segunda turma que fomos trabalhar foi o 2º ano C,
vespertino. Eu iniciei a aula com uma dinâmica de integração e conscientização do
respeito ao tempo e espaço de cada uma pessoa, sendo que esse tempo e espaço de
cada indivíduo é o próprio coletivo movimentando-se. As crianças pareceram
gostar muito da dinâmica, até porque retirou-as um pouco das cadeiras e as fez
observar mais os sons e a natureza. Me apresentei rapidamente à essa turma e
prosseguimos a aula.
O professor Ednaldo começou a trabalhar a música Maria
Fumaça com as crianças, uma música bem legal para fazer vocalize. Elas
conheceram ainda as notas musicais, fazendo a escala de dó crescendo e
decrescendo.
Alaim trabalhou a canção Asa Branca, além do ritmo baião. Percebi
uma dificuldade bem grande das crianças de pegar o ritmo, o que nos levou a
criar formas mais didáticas para a melhor aprendizagem. Como não temos
instrumentos do coletivo ainda, fizemos percussão com os corpos e com a
carteira, para reproduzirmos os graves e agudos do ritmo.
Finalizamos a aula com uma brincadeira bem divertida, que
envolve também canção.
Percebi nessa Escola um grande participação das crianças e
um comportamento mais atento do que na Almerinda Costa, o que credito, além de
outros fatores, a o fato de na Almerinda não ter um local de lazer pras
crianças, fora a aula de música, ao contrário dessa escola que as crianças tem
uma quadra de futebol que podem estar se encontrando e praticando esportes.
Foi um primeiro dia bem tranquilo!
Até a próxima!
Axé!
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