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terça-feira, 13 de junho de 2017

MENINA



 Escola Municipal Parque São Cristóvão

Data: 12 de Junho de 2017
Aluno bolsista: Jonatan Silva de Oliveira
Supervisor bolsista: Gilson Meireles
Turmas: 4º e 5º ano B


No dia 12 de Junho de 2017 fui pra mais um dia de aula na escola Parque São Cristóvão. Tenho que lembrar sempre a importância que é poder almoçar na escola no espaço do refeitório. Nesse espaço pude socializar com as crianças bastante, além de observar o comportamento das mesmas. Diante disso, por ter almoçado em uma mesa que fica em frente a porta do banheiro masculino e feminino, pude observar que o banheiro masculino só ficava vazio na frente do espelho e os meninos brincavam bastante pelo pátio, trocavam figurinhas, estudavam, mas quando olho o banheiro feminino, a parte do espelho lotado de meninas, principalmente as do 5º ano, que penteavam o cabelo, passavam gloss ou batom nos lábios, lápis de olho, pó facial, entre outros produtos de maquiagem, enquanto no pátio praticamente não tinha meninas brincando, a não ser algumas de séries abaixo do 4º ano. Isso me deixou bem reflexivo. Durante todo dia observei com maior atenção o comportamento das meninas, percebi, por exemplo que na sala de aula a maioria adora brincar, mas em determinado momento param e se resguardam, resolvi perguntar pra algumas delas o porquê disso e as respostas foram a que estavam começando a suar e borrar a maquiagem. Já vi muitas pessoas falando que meninas amadurecem mais rápido do que meninos. Mas isso é natural? Não seria uma imposição social, ou, em alguns casos, estratégia de sobrevivência? A gente vive em uma sociedade que maltrata muito as mulheres, nossos homens continuam reproduzindo atos perversos, muitas vezes conscientes. Feminismo deve ser um tema cada vez mais trabalhado em sala de aula, além de todos outros espaços.
Cheguei na aula do 4º ano B e fui fazer uma atividade bem divertida de canto e dança, envolvendo trava língua. Primeiramente tentamos, eu e o professor Gilson, realizar a atividade em círculo, mas as crianças estavam tão dispersas que Gilson resolveu dispor as cadeiras um em frente a outra. Primeiramente fizemos a canção que se chama “Deu Cupim No Coqueiro”, depois aprendemos os gestos. Chamei trios de crianças para fazerem na frente a dança e cantar. Depois que fizemos com todas as crianças Gilson passou uma atividade escrita para as crianças trabalharem. Mais uma vez, um menino que já havia relatado em outra postagem no blog, estava bem agitado, fora do comum, mas hoje consegui conversar melhor com ele, ele chegou a iniciar a atividade escrita e participou da dança e canto.
No 5º ano B levei a mesma canção trabalhada no 4º B e Gilson, ao observar a canção na outra turma, fez reflexões importantíssimas sobre a parte final do refrão, relacionado a junção da frase “coco comer” com o trava língua que une três sons de “co”, tornando mais desafiador e rítmico o trecho e a poesia como um todo. Esse momento me trouce a ideia de usar essa música, ou outra mais simples, para as crianças fazerem outra letra pra parte A e depois cantarmos a parte de cada um/a indo pro refrão. Talvez possamos estimular isso determinando um tema interessante de se colocar, quem sabe até contar uma história, passar um filme, aproveitando a reflexão do primeiro parágrafo, falando sobre poder feminino, talvez a lenda de Oxum, ou a história de uma rainha africana e depois fizermos desenhos que retratem isso e depois a gente começar a fazer quadras pra música “Mulher Preta”, de minha amiga Natureza França.
Em outro momento, ainda no 5º ano B, repassei a convenção que as crianças fizeram com a onomatopeia do “Bom Ca Ju”, dessa vez fazendo um momento de manutenção do ritmo por uma única pessoa que passa o ritmo para outra e aí por diante. No final, Gilson determinou que as crianças poderiam pegar os instrumentos e começar a tocar espontaneamente, quando começaram a tocar funk eu intervi dividindo os toques de cada instrumento, para não ficar todas/os tocando a mesma coisa.
No geral foram aulas muito boas. Percebi que muitas das crianças estão mais empolgadas com as aulas, realizando as atividades, participando, brincando, buscando um cuidado com as/os colegas, isso é muito importante para que flua bem. Minha relação com as crianças vem se estreitando também, de forma a me sentir mais à vontade para conversar com elas, brincar, dividir brincadeira e trabalho, ter um olhar sensível com todo processo de educação.
Só tenho que agradecer profundamente à oportunidade que se abre para nós das licenciaturas de atuar de transformar tão significativamente a nossa forma de educar, pra melhor, é claro. Percebo que cada dia mais cresce o meu gosto pela educação e pela atuação na rede pública de ensino.

Axé!

sábado, 10 de junho de 2017

Que instrumento é esse?





Escola Municipal Parque São Cristóvão
Data: 05 de Junho de 2017
Aluno bolsista: Jonatan Silva de Oliveira
Supervisor bolsista: Gilson Meireles
Turmas: 4º e 5º ano B


No dia 5 de Julho de 2017 fui pra mais um dia de aula na escola Parque São Cristóvão.
Cheguei na sala do 4ºB e o professor Gilson estava trabalhando notas musicais com as crianças. A primeira coisa que uma criança perguntou pra mim foi o nome de um instrumento que Gilson havia levado pra sala, instrumento esse que ainda nem tinha visto. Assim percebi o instrumento na mesa do professor e percebi que era uma espécie de teclado, que tinha que ser conectado com tomadas de eletricidade, mas não era elétrico, que tinha teclas que saiam as notas, mas não era percutido com martelinhos como o piano, é que ele tinham um, ou mais, ventiladorzinho interno que proporcionava o ar para a formação do som, como numa sanfona, ou escaleta. Gilson tirou a curiosidade das crianças em relação aos instrumentos, trabalhou rapidamente notas musicais na escala de dó e as notas no teclado do instrumento novo, as crianças copiaram a posição das notas no teclado e, por grupo, foram tocando baião/xote no teclado com apoio de instrumentos percussivos.
As crianças gostaram bastante, inclusive teve muita harmonia na distribuição dos instrumentos entre os/as colegas de cada equipe.
Algo que me chamou a atenção foi um garotinho que é bem inteligente, adora matemática e não é agressivo estava nesse dia bastante agressivo, batendo em colegas, xingando, meio que sem muito controle das próprias ações. Em um determinado momento perguntei pra ele o que estava acontecendo, ele não respondeu, então fui direto e perguntei se ele estava tendo problemas em casa, na mesma hora ele abaixou a cabeça e balançou na vertical indicando que sim, assim pude compreender o comportamento incomum dele. Infelizmente as crianças passam por questões complicadas na rua, em casa, que refletem no comportamento delas, são reflexos da nossa sociedade desumana que ainda tortura nossa população negra que sangra todos os dias e espera por uma paz que não alcança os becos e vielas das favelas.

Na segunda turma, o 5º ano B, eu fui conduzir a aula com a parte percussiva. A sala estava bastante abafada. Começamos a aula fazendo uma roda para fazer a construção da convenção que as crianças criaram com o corpo e a boca, de forma que possam assimilar melhor cada som e a divisão toques criando o corpo percussivo. Após esse espaço dinâmico pegamos os instrumentos disponíveis na escola para trabalhar com as crianças o ritmo e convenção de fato. Dividimos a turma em dois grupos, onde executaram o ritmo coco e a convenção. A convenção ainda não ficou sólida, precisaremos trabalhar melhor isso, mas estão com muito mais facilidade que na última aula.
Como parte do processo, penso em na próxima aula levar alguma canção pra trabalharmos e já tentar aplicar a percussão com a canção, buscando um volume médio à piano para que possamos ter mais equilíbrio sonoro.
A turma do q5º ano B vem avançando bastante, até mesmo no comportamento. Inclusive alguns alunos que eram tidos como os “perturbados da turma” pelos próprios colegas, hoje estão contribuindo bastante para uma boa aula, inclusive um menino que costumava ser bem disperso até ajudar a varrer a sala ajudou. Acredito que isso acontece quando as crianças percebem que o educador está levando uma proposta humana, um olhar sensível, afetuoso para elas. Me considero o amiguinho de muitas delas. Fico muito feliz com os resultados.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Improvisação e Assimilação Rítmica

Escola Municipal Parque São Cristóvão
Data: 24 de Abril de 2017
Aluno bolsista: Jonatan Silva de Oliveira
Supervisor bolsista: Gilson
Turmas: 4º e 5º ano B

No dia 24 de Abril de 2017 fui pra mais um dia de aula na Escola Parque São Cristóvão. Cheguei a tempo de conseguir almoçar, com certeza isso foi decisivo pra o meu dia ficar mais alegre... “saco vazio não fica em pé”.
Cheguei no 4º B o professor Gilson levou uma canção nova pras crianças, a música Cantiga do Sapo de Jackson do Padeiro, um coco bem divertido. Eu peguei um atabaque na sala dos professores e fizemos uma dinâmica de improvisação que o professor propôs. Eu fazia o ritmo do coco no pandeiro pra marcar a base e as crianças com o atabaque, em um primeiro momento tocavam coco e em seguida improvisavam, o atabaque foi girando na roda até que a última pessoa pudesse improvisar. Nesse espaço percebi muitas crianças que conseguiam manter o andamento bem, outras que faziam ritmos complexos ou tocavam no contratempo sem se perder. Foi bem surpreendente pra mim.
Na segunda turma, o 5º B, levei meu notebook para a gente fazer o jogo que era pra ser feito na semana passada. Fomos logo para o auditório redividir as equipes. A primeira alteração que fiz foi retirar dois líderes escolhidos na semana passada e colocar duas meninas, onde uma das não queria ficar na equipe de um colega na semana passada, criando assim uma maior diversidade de gênero nesse espaço de poder. Segunda alteração foi que as/os lideres escolhessem suas próprias parceiras de equipe, um por vez. As equipes foram formadas por 7 pessoas, com a liderança. Para jogar, escolhemos uma pessoa de cada equipe para mostrar a atividade da semana passada, essas atividades foram repetidas por todas as equipes juntas três vezes cada, para que gravassem e tentassem, depois, identificar de quem foi o ritmo. As equipes em fileira tinham em sua frente, duas pessoas de braços abertos para que quem batesse primeiro no braço pudesse responder de quem era o ritmo. A reprodução do som foi feito com um programa de áudio que tenho no meu notebook onde fiz, na hora, as batidas e as crianças tinham que identificar o som da onomatopeia nas batidas. A atividade não funcionou com a dinâmica que eu esperava, mas funcionou de acordo com o objetivo que é assimilar as figuras rítmicas do coco, estudadas em sala sonoramente. As lideranças, mesmo dispersando em alguns momentos, ficaram bem atentas em não deixar a equipe desorganizada, conversando, brincando paralelamente.
Por fim, um dos líderes, o que menos as pessoas queriam fazer parte da equipe, por conta do comportamento na turma, e que muitas vezes quase desistiu da liderança por conta disso, chamei pra conversar quando todas da turma saíram. Conversei com ele sobre o comportamento na sala e o quanto isso ficou evidente que pode afetar na relação com as colegas e de confiança e o quanto ele vem se prejudicando nos estudos, falei ainda da importância da música na vida humana e o quanto é importante que ele fique firme na aula, aproveite o máximo.


Essa atividade me deixou ansioso pra próxima aula. Na próxima aula pretendo sair com propostas de variações de coco e convenções para inicio e fim de músicas e entrada pra refrão. Será a nossa primeira composição, de fato. Vamos ver como será.

Improvisação e Assimilação de Figuras Rítmicas

Escola Municipal Parque São Cristóvão
Data: 24 de Abril de 2017
Aluno bolsista: Jonatan Silva de Oliveira
Supervisor bolsista: Gilson
Turmas: 4º e 5º ano B

No dia 24 de Abril de 2017 fui pra mais um dia de aula na Escola Parque São Cristóvão. Cheguei a tempo de conseguir almoçar, com certeza isso foi decisivo pra o meu dia ficar mais alegre... “saco vazio não fica em pé”.
Cheguei no 4º B o professor Gilson levou uma canção nova pras crianças, a música Cantiga do Sapo de Jackson do Padeiro, um coco bem divertido. Eu peguei um atabaque na sala dos professores e fizemos uma dinâmica de improvisação que o professor propôs. Eu fazia o ritmo do coco no pandeiro pra marcar a base e as crianças com o atabaque, em um primeiro momento tocavam coco e em seguida improvisavam, o atabaque foi girando na roda até que a última pessoa pudesse improvisar. Nesse espaço percebi muitas crianças que conseguiam manter o andamento bem, outras que faziam ritmos complexos ou tocavam no contratempo sem se perder. Foi bem surpreendente pra mim.
Na segunda turma, o 5º B, levei meu notebook para a gente fazer o jogo que era pra ser feito na semana passada. Fomos logo para o auditório redividir as equipes. A primeira alteração que fiz foi retirar dois líderes escolhidos na semana passada e colocar duas meninas, onde uma das não queria ficar na equipe de um colega na semana passada, criando assim uma maior diversidade de gênero nesse espaço de poder. Segunda alteração foi que as/os lideres escolhessem suas próprias parceiras de equipe, um por vez. As equipes foram formadas por 7 pessoas, com a liderança. Para jogar, escolhemos uma pessoa de cada equipe para mostrar a atividade da semana passada, essas atividades foram repetidas por todas as equipes juntas três vezes cada para que gravassem e tentassem, depois, identificar de quem foi o ritmo. As equipes em fileira, ficaram duas pessoas de braços abertos para quem batesse primeiro no braço pudesse responder de quem era o ritmo. A reprodução do som fizemos com um programa de áudio que tenho no meu notebook onde fiz na hora as batidas e elas tinham que identificar o som da onomatopeia nas batidas. A atividade não funcionou com a dinâmica que eu esperava, mas funcionou de acordo com o objetivo que é assimilar as figuras rítmicas estudas do coco estudadas em sala sonoramente. As lideranças, mesmo dispersando em alguns momentos, ficaram bem atentas em não deixar a equipe desorganizada, conversando, brincando paralelamente.
Por fim, um dos líderes, o que menos as pessoas queriam fazer parte da equipe, por conta do comportamento na turma, e que muitas vezes quase desistiu da liderança por conta disso, chamei pra conversar quando todas da turma saíram. Conversei com ele sobre o comportamento na sala e o quanto isso ficou evidente que pode afetar na relação com as colegas e de confiança e o quanto ele vem se prejudicando nos estudos, falei ainda da importância da música na vida humana e o quanto é importante que ele fique firme na aula, aproveite o máximo.


Essa atividade me deixou ansioso pra próxima aula. Na próxima aula pretendo sair com propostas de variações de coco e convenções para inicio e fim de músicas e entrada pra refrão. Será a nossa primeira composição, de fato. Vamos ver como será.

HUMANIDADE

Escola Municipal Parque São Cristóvão
Data: 17 de Abril de 2017
Aluno bolsista: Jonatan Silva de Oliveira
Supervisor bolsista: Gilson
Turmas: 4º e 5º ano B

No dia 17 de Abril de 2017 fui pra mais um dia de aula na Escola Parque São Cristóvão.
A primeira turma foi o 4º ano B. O professor Gilson relembrou as coisas que vínhamos trabalhando e depois fizemos uma roda para que as crianças pudessem ter o contato com o pandeiro fazendo uma base do ritmo coco. As crianças gostaram bastante.
A segunda turma foi o 5º B. Nessa turma eu fiz a chamada para corrigirmos o exercício da semana anterior, mas combinamos com a turma que eu não iria ver o exercício e iria confiar na palavra deles em relação a feitura ou não, com a condição de que eu faria depois um sorteio de algumas pessoas para a turma executar o exercício da colega sorteada e se a pessoa não tivesse feito dizendo que fez iria perder ponto da sua equipe no jogo que faríamos. Esse formato de correção deu mais dinâmica a aula.
Após a chamada fomos todas para o auditório para fazer um jogo que criei baseado em um outro jogo que pesquisei. Fomos dividir as equipes e para o jogo onde ao todo foram quatro equipes com lideres, as lideranças foram escolhidas por mim e Gilson, escolhemos os meninos mais agitados ou mais quietos da turma para liderar e, antes de dividir de fato as equipes, discutimos qual é o papel de um líder, criando situações para que os lideres dissessem o que eles fariam nessa situação. Foi bem interessante esse momento para criar uma ideia de responsabilidade maior para esses meninos. As pessoas que iriam entrar nas equipes eu fui escolhendo a dedo e logo foram surgindo conflitos, porque simplesmente tinham pessoas que não queriam ficar em determinados grupos porque o líder “bagunçava” muito nas aulas. Além disso, teve o questionamento de uma menina que falou que deveria ter mulheres na liderança também.
Diante de tantos conflitos, a aula passou sem conseguirmos chegar a uma equação final e então o professor Gilson reuniu a turma pra que a gente discutisse e refletisse o porquê de  tantos conflitos. Aproveitei o espaço para explicar a atividade e falar sobre a escolha das lideranças como um voto de confiança e que a rejeição de alguns colegas acarreta em uma falta de esperança no próximo, o que é muito grave. Discutimos também o meu erro de não por mulheres na liderança, o que é muito grave, já que devemos ter uma diversidade nesses espaços e também compreendendo que as mulheres são a maioria da turma e da nossa sociedade, mas não ocupam em grande número espaços de poder, ou seja, estaria reproduzindo uma sociedade desigual.
Por fim encerramos a aula e deixamos o jogo para a próxima aula.
Foi um dia bem especial, porque as lideranças começaram a perceber consequências negativas nas relações com as colegas de turma pelo comportamento deles.

Tirei assim várias reflexões para na próxima aula aplicar.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Estamos Avançando!






Escola Municipal Parque São Cristóvão
Data: 11 de Abril de 2017
Aluno bolsista: Jonatan Silva de Oliveira
Supervisor bolsista: Gilson
Turmas: 4º e 5º ano B




Cheguei na Escola e tive, mais uma vez, a oportunidade de almoçar com os funcionários a comida da própria instituição. Fico muito, mas muito grato por esses momentos. O alimento é uma das coisas mais importantes da nossa vida. Chegar pensando em dar aula com fome e ser recebido com um prato cheio de comida é magnífico. Só tenho a agradecer.

Depois de almoçar me encaminhei pra sala do 4º ano B, o professor Gilson se encontrava na porta da sala e rapidamente me acionou para fazer atividades com parte do grupo da sala que se comportava para que ele pudesse fazer outras com uma outra parte da turma que, infelizmente, não estava permitindo que a aula fluísse, pela agitação. Como eu venho acompanhando a aula do professor, pra mim foi bem tranquilo esse desafio.
Fui pro auditório com o grupo já citado acima e primeiramente mostrei alguns sinais comuns no universo musical percussivo, para que pudéssemos nos comunicar menos oralmente e mais gestualmente, exigindo a atenção redobrada das educandas.  Em seguida fizemos uma roda e começamos a fazer a dança do ritmo coco que estamos trabalhando, em seguida fizemos o movimento com os braços dos cabos de vassoura da brincadeira da semana passada. Após isso percebemos que a dança se encaixa com a brincadeira, ou seja, no momento em que a dança bate na primeira semicolcheia é o momento é o exato momento que os cabos abrem espaço para que o pé direito encaixe.  Fizemos a dança com a brincadeiras dos cabos de vassoura e deu muito certo. Percebi que as crianças ficaram mais atentas ritmicamente. Por fim, retornamos a roda fazendo, dessa vez, a dança com onomatopeias de acordo com um toque instrumental que estamos estudando no coco.
Nessa turma tiveram muitas crianças dispersas, mas percebeu-se, nitidamente, que a dispersão era algo inocente, que é tolerado, já que ao serem alertadas da dispersão, as crianças voltam as atividades tranquilamente.

Após a aula com o 4º ano B eu e Gilson nos encaminhamos para o 5º ano B.
A primeira coisa que fizemos foi arrumar a sala em círculo, tanto para abrir espaço no centro para as atividades mais dinâmicas, quanto para se tornar um ambiente mais democrático, humano. Um menino em específico, que já foi chamado a atenção na última aula, teimou em não deslocar a sua cadeira para abrir espaço na sala. Acabou que tivemos um atraso da aula pela longa conversa com esse rapaz que acabou cedendo.
A primeira coisa que fizemos na sala foi relembrar as onomatopeias já estudadas e fizemos algumas novas. Depois levantamos e começamos a dança do coco, assim como no 4º ano B, e então fizemos oralmente as onomatopeias estudadas e as novas trabalhadas. Percebi muita dificuldade por realmente ser complicado coordenar dança com canto. A dança serviu para compreenderem o tempo e o acento da música. Chegamos a conseguir tirar algumas notas da onomatopeia e compreender as pausas da música, criando também as figuras rítmicas da música teórica ocidental, com um formato mais simples. As atividades foram complicadas de se executarem, não sei se realmente o conteúdo foi denso, por isso esse problema. No entanto percebi um avanço significativo da coordenação, percepção, leitura e pensamento lógico das crianças, o que me deixou bem confiante no trabalho.
Por fim passamos uma atividade para casa que consistiu em usarem figuras rítmicas padrões do coco para criar novas possibilidades dentro de quatro compasso de 2/4. Essa atividade tem o objetivo de percebermos como ficariam essas novas possibilidades dentro de um padrão musical do coco para aí fixarmos e começarmos a criar ritmos com timbres distintos.
Os trabalhos caminham nos trilhos da composição. Primeiramente faremos composições de convenções através da base rítmica do coco e samba de roda, depois passaremos pra poesia, melodia e dança. Estou confiante que dará tudo certo.
Na próxima aula pretendo levar algo mais dinâmico e já penso em ter as primeiras convenções em mãos. Teremos que corrigir os exercícios, bem rápido se possível. Testaremos algumas composições e por fim buscaremos uma criação em pequenos grupos focais. Acredito que terei que explicar o que é convecção e qual é a sua função, comumente. Terei também que pesquisar algumas músicas de coco para introduzir nos exemplos de composição, mas isso fica pra outra aula. Se eu conseguir pegar exemplos de convenções na música de massa e levar, ou em áudio ou pra executarmos na hora, melhor ainda, de forma que coloquemos a escrita dessa convenção no quadro.
Enfim... seguem-se as aulas com muito amor e dedicação.

Até semana que vem!